De 5 a 11 de novembro, Braga acolheu o intercâmbio juvenil Bricks of Inclusion, uma iniciativa promovida pela FAJUB – Federação das Associações Juvenis do Distrito de Braga, que reuniu participantes de Portugal, Roménia, Dinamarca e Espanha. Durante uma semana, jovens de diferentes contextos descobriram como algo tão simples e universal como as peças de LEGO pode transformar-se numa poderosa ferramenta de criatividade, inclusão e diálogo intergeracional.
O ponto de partida do projeto assenta numa ideia essencial: brincar é universal.
As peças de LEGO ultrapassam barreiras culturais, etárias e sociais, permitindo criar espaços de comunicação acessíveis a todos. Através da aprendizagem não formal, os participantes exploraram temas como inclusão social, trabalho em equipa, problem-solving criativo e storytelling visual — tudo isto construído “peça a peça”.
Um dos momentos mais marcantes da experiência foi a presença ativa no Braga Bricks 2025, um dos maiores eventos LEGO da região, que junta famílias, entusiastas e construtores de todas as idades.
Ao longo de três dias, os jovens tiveram oportunidade de:
Esta experiência prática permitiu desenvolver competências reais na área da comunicação, facilitação, gestão de grupos e organização de eventos comunitários.
O resultado central do projeto é o Manual de Atividades Intergeracionais Bricks of Inclusion, um recurso criado pelos participantes durante o intercâmbio.
O manual inclui:
Este manual ficará disponível gratuitamente para todas as organizações interessadas em promover atividades inclusivas baseadas em criatividade e construção colaborativa.
"Este foi o meu sexto projeto e certamente um dos que mais gostei, não só pelo tema com o qual me identificava bastante mas também pelas pessoas incríveis que conheci, o sítio onde ficámos hospedados e a comida preparada pelo nosso chef, que sem dúvida ajudou a encarecer a experiência. Durante o projeto pessoas de diferentes idades, áreas profissionais e contextos sociais tiveram oportunidade de parar a sua rotina, sair da sua zona de conforto e crescerem a nível pessoal através da dança. Esta diversidade foi o que tornou o grupo mais interessante e enriqueceu a experiência. Penso que tanto as pessoas com mais ou menos experiência se entregaram completamente ao desafio, esqueceram a vergonha e as inibições, e logo no segundo dia sem dúvida, já se notava uma conexão e uma proximidade incrível entre todos os participantes. Foi visível que de facto a dança não só melhorou a nossa confiança, como a nossa abertura a nível social. Pessoalmente ajudou-me a desligar dos problemas e a refletir sobre as minhas prioridades. O projeto ajudou ainda mais a melhorar as minhas competências linguísticas assim como gestão de tempo e adaptabilidade, já que tivemos de ajustar os planos ao ritmo de aprendizagem de cada um em concordância com o estado de tempo. No final, penso que saí dessa experiência não apenas com novos conhecimentos técnicos de dança como também de gestão emocional e ainda com uma maior capacidade de trabalhar em equipa de forma colaborativa e eficaz. Irei levar para a vida as amizades que fiz durante este projeto."